terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

A lua


















Na lua que eu me entreguei
Ela era branca e singela
Voavam fadas
Em torno dela
No luar que eu amei
Foi numa noite estrelada
Com as três marias
Caminhando lado a lado
Havia uma lua cheia
E na sua borda
O  reflexo  do brilho do sol dourado 
Que lançava ainda sobre ela
A cor amarela
Que é ouro
E traz  felicidade
A cor vermelha
Que é da   paixão
Esta eu  sentia na minha carne
O calor que queimava o meu corpo
Era alucinante
Vinha  de uma fonte de luz
Que acende a paixão
Como uma vela
Nas noites de lua cheia
Que as sereias cantam ao luar
Tão singela...tão bela
Os cometas riscam o fogo na  atmosfera
Eu ardo de amor nesta noite
Como uma loba
Como uma fera
No luar
Que eu me entreguei
Que me levou para nuvens
Eu conheci o céu
Seguindo o  caminho das estrelas
Encontrei o  cruzeiro do sul
Mas mesmo assim me perdi
De desejos e paixão
Em cada  estrela cadente
Que cortavam o céu
Eu fazia um pedido
Que essa noite não terminasse jamais
Antes de eu chegar ao paraíso
Porque eu ainda estava voando pelas nuvens
Nas nuvens que eu viajei
Tinha o reflexo da luz solar de vénus
E ali eu amei
Foi nesta noite eu conheci os astros
Encontrei o fim do arco iris
Com seu pote de ouro
Presenciei o eclipse lunar
Vi a lua penetrar totalmente
na sombra da terra
E assim como eu
Era penetrada
Pelo um amor escaldante
Senti meu corpo sendo
Levado para os deuses
E assim eu tocava as estrelas
Passava pelas nuvens
Na lua que eu me entreguei
Eu cheguei aos céus
Com um cavaleiro andante....

autora: Isabel van Gurp





domingo, 19 de fevereiro de 2012

Voltaste







Tu voltaste
Não era um sonho
Tu voltaste como eu desejei
Não era uma fantasia
Nem tão pouco  a minha  imaginação
Tu voltaste
Tu voltaste
Voltaste da mesma forma
Como eu imaginei
Com mesmo sorriso
Com o mesmo olhar
Na minha imaginação
Eu te vesti
E com essa roupa tu voltaste
Tu voltaste como eu sonhei
Nas noites mal dormidas
Nas longas madrugadas
Que eu passava acordada
Que eu mal conseguia pregar os olhos
Nas minhas noites de insonia
Que eu sofria
Buscava seus  braços
Suas pernas
Seu corpo
Na nossa cama vazia e fria
Para diminuir minha dor
Era uma dor tão profunda
Eu não supus que a dor
De amor era tão doída
Eu  agonizava de sofrimento
Eu estava morrendo sem você
Morria aos poucos
Nos copos de álcool que eu me entreguei
Bebia para te esquecer
Bebia para não sofrer
Bebia para falar de ti
Bebia para anestesiar minha dor
Bebia como uma louca
Cada noite
Sofria cada dia
Nessas noites eu saia pelas estradas escuras
A tua busca
Como uma esperança louca te encontrar 
Para te implorar  tua volta  
Que alguém me contasse sobre tu
Aonde poderia te encontrar
Ou pelo menos só te ver
Te busquei em todos os lugares
Minha pernas cambaleavam
Muitas vezes embriagada
Andava pelas ruas
Sem sentido
Eu mal tinha forças para voltar para nossa casa
E muitas vezes eu não queria voltar
Pois eu sabia que tu  não estava
Nas minhas noites de insonia
Eu sofri 
Buscava os seus braços
Suas pernas
Seu corpo
Na nossa cama
Para diminuir minha dor
Eu venenava meu sangue de álcool
O vazio que assombrava o nosso lar
Eu não poderia viver com ele
A solidão que havia na minha vida
Sem sua amizade
Sem o seu carinho
Sem teu amor
Era uma dor tão profunda
Eu não supus que a dor
De amor era tão doída
Mas, tu voltaste
Como eu desejei
Eu nunca quis te esquecer
E nem poderia
Porque eu sabia que tu irias voltar
Tu voltaste
Ainda tempo para ver os cacos de vidros
Das garrafas  que eu bebi
Dos copos vazios
Tu voltaste
Para ver ainda
as minhas lágrimas que eu nunca conseguir engolir
Minha roupas amassadas pelo quarto
Meus cabelos desalinhados
Tu voltaste
Não vou te perguntar nada
Não precisa explicar nada
Sem nenhum respeito ao meu amor-próprio
Eu te abracei
E pedi para que tu nunca me abandonasse
Porque sem tu
Eu não poderia viver
Tu voltaste


autora: Isabel van Gurp



























Imaginem

São nuvens que formam as  lagrimas No céu -Dizem que é morada dos anjos E o que dizem... Que os anjos bons Voam pra la Imaginem...