Perdoa-me
Tenho muito a dizer.
Tenho muito a escutar.
E tudo em mim precisa ser perdoado.
Se tu não podes me perdoar,
perdoa o meu corpo.
É ele que sente tua falta.
São minhas mãos que procuram as tuas
no vazio das noites.
São meus lábios, famintos,
que lembram o sabor da tua boca doce.
São meus olhos que te buscam,
meus ouvidos que imploram pela tua voz,
meus braços que querem o teu abrigo.
E há, nas minhas entranhas,
um desejo que não se cala
uma fome do teu corpo,
da tua masculinidade.
Há um silêncio profundo na minha alma.
Na minha vida,
uma dor imensa no peito,
um remorso que fere.
Sem tua alegria,
meus dias se tornaram solitários,
as horas passam lentas, mudas, vazias.
Odeia-me, mas volta.
Meu coração dispara a cada pensamento
na esperança insana
de que tu estejas voltando para mim.
Perdoa-me.
E se não conseguires,
perdoa o meu corpo:
ele não sabe viver sem o teu calor.
Meus lábios não resistem sem teus beijos.
Meu olhar se perde sem tua presença.
Meu corpo definha sem teu afago.
Não te peço amor.
Odeia-me, se isso te aliviar.
Pensa em mim com raiva
mas pensa em mim.
Deseja-me com fúria, com descontrole.
Toma meu corpo sem piedade.
Faz de mim mulher outra vez
e deixa-me adormecer no teu braço.
Não te afastes dos meus anseios,
nem do corpo que sofre sem o teu peso,
das madrugadas em galope
onde alcançávamos o auge do nosso gozo.
Vem com tua aversão.
Odeia-me me amando.
Ama-me me odiando.
Eu te receberei inteira,
na minha paixão.
Te farei o homem mais feliz do mundo.
Meu corpo será sempre teu
e nunca mais
de ninguém.
autora: Isabel van Gurp
Amei essa poesia. Adoro suas poesias amiga. Sinto esse amor que voce fala, no meio dos meus sentimentos. Bjs!!!
ResponderExcluirEta Isa, não mostra essa para Christan, senão o fogo vai subir pela lareira!hhihihihihihi
ResponderExcluirClaudia querida, legal. Talvez porque de uma certa maneira elas ficaram guardadas na sua memória.
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