O Sol da Minha Terra
O sol que brilha na minha terra
nasce atrás do horizonte,
sobre águas claras,
desenhando os contornos dos morros
e colorindo as favelas
com tons de vermelho,
de amarelo
e de fogo alaranjado.
Vem devagar,
alastrando luz pelo céu,
erguendo-se como um deus antigo
que sobe ao seu altar.
Pinta o oceano,
avermelha o azul do mar,
e se eleva soberano,
como um Zeus tropical,
conquistando os morros
com suas cores douradas.
Espiritualiza o verde dos matos.
Desperta os pássaros
que celebram sua chegada
com cantos de alegria.
Devolve vida à atmosfera.
Aquece a terra.
Invade as frestas das janelas
e espalha-se pelas ruas
da cidade que ainda sonha
sob a proteção dos anjos.
O sol que brilha na minha terra
não nasce quadrado.
Não se esconde por longas noites.
Não teme nuvens escuras.
Nem se rende às estações.
Mesmo quando a chuva cai,
ele encontra um jeito de permanecer.
Mistura sua luz às gotas
e inventa arco-íris.
Pontes de cor
suspensas entre o céu e a terra.
Como notas musicais
escritas no infinito,
para lembrar aos homens
que a beleza ainda existe.
O sol da minha terra
não ilumina apenas os dias.
Ilumina a alma
de quem aprendeu a crescer
sob seu calor.
E mesmo quando estou distante,
é sua luz
que continua amanhecendo
dentro de mim.
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