quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Tic Tac Tic Tac



NO BAILE DAS HORAS
O MESMO RITMO
AVANÇA COM OS MINUTOS
NA ROTA DO TEMPO
ACELERANDO COM OS SEGUNDOS
ATROPELANDO  A VIDA
TIC TAC TIC TAC
AS HORAS PASSAM
PELOS MOMENTOS SUCESSIVAMENTE
INDIFERENTES PELOS ACONTECIMENTOS
DOS DESLUMBRE DO NASCIMENTO
DO FIM SEM A VOLTA DA MORTE
TIC TAC TIC TAC
NÃO PARA
AS HORAS PASSAM
NO MESMO RITMO
LEVANDO A VIDA NOS MINUTOS
COM SEUS PONTEIROS
PASSANDO PELA FRONTEIRAS
EMBARCANDO NOS SEGUNDOS
O DESLACE 
ENTRE NASCER E MORRER
SORRIR E CHORAR
O SOL E A NOITE
INDIFERENTE PELO CICLO OU
DA JORNADA
QUE MOVE O MUNDO E AS PESSOAS
AS HORAS CORREM
TIC TAC   TIC TAC
NÃO REGISTRA
O SOFRIMENTO
NEM A PERCA E O GANHO
OSCILANDO ENTRE
AS ALEGRIAS
A VOLTA E A PARTIDA
VAI SOPRANDO AS TRISTEZAS
QUE O TEMPO CURA
E SÁBIO
RECUSANDO ESTAGNAR-SE
SEUS PONTEIROS
NEM PARA  APRECIAR O PÔR DO SOL
COM  CHEGADA DA NOITE
OU MESMO DESPERTAR DO DIA
NO HORIZONTE NA ALVORADA
PARA MAIS  UM HOJE 
NÃO IMPORTA AONDE
OS  PONTEIROS NÃO SABEM
MAS ELE É O SENHOR DO TEMPO
QUE NADA É NINGUÉM PODE FAZER PARAR
O TIC TAC TIC TAC
PORQUE AS HORAS PASSAM.....
O TEMPO VOA
TRANSFORMANDO AS VIDAS DAS PESSOAS.....


autora: Isabel van Gurp
















quinta-feira, 14 de julho de 2011

Uma Obra Prima Chamado Rio


Me sinto dona do meu caminho
Da minha vontade, 
Me sinto segura, 
Me sinto gente
Ando nesta calçada quente
Me reconheço nessa gente
Enfio meu pé nesta areia branca
Eu sinto que este é meu espaço
Que esta terra
É minha
Que este mar me pertence
Me reconheço no espelho do azul do céu
No infinito d'águas 
No brilho da luz
Que bate no reflexo das ondas
E sinto meu coração encher de alegria
Uma alegria quase sem sentido, 
Pura e do nada
Ou pelo simples fato de estar aqui
Nesta terra que é minha
Que eu conheço cada vão, 
Cada pedaço do chão, 
Cada pedra,
Em cada  morro com suas cores brancas pintadas 
pelo sal 
que desenha a pedra como se fosse uma obra prima do Picasso
E nas suas ilhas pequenas e despovoadas 
Espalhadas por essa imensidão azul
Ai como eu amo este mar 
Como amo esta terra
Um amor tão puro e inexplicável
Que eu olho ao redor
Vejo no fundo
Lá no fundo desta imensidão de areia brancaMeus amigos
Meus dois irmãos
Que estão sempre ali 
Me esperando 
Porque eu sou filha desta pedra,
Deste chão
Desta terra 
Deste lugar
Deste sal 
Deste sol
Desta gente
Deste mar
Desta cidade 
Chamada Rio de Janeiro


autora: Isabel van Gurp










































terça-feira, 5 de julho de 2011

CIRCO, O MUNDO GIRA


No pequeno mundo
Aonde tudo  gira
Nada para
Nada fica
Tudo roda e embola
E cola

Encanta a  magia

Aparece visões
Aonde  homens loucos
Cospem fogo
Param no ar
Mulheres e homens pequenos
São anões e kabouter

Mas num passo de mágica

Se tornam imensos
Com suas pernas de  pau
Gente fica elástica e estática
Eles voam no trapézio
No ar se encontram
Se entregam e mergulham
E  o adorável publico

Fica sem  respiração

Será magia?????
Em cordas bambas caramba
Andam de um lado e outro
Jogando bolas  no ar
Pinhões, facas  e bambolês
Tudo ao mesmo tempo
E passam pelos braços

Pelo corpo

Pelo sonho
E Olé
Exclamam o adorável público
Que sem respiração
Batem palmas e cantam
No pequeno mundo
Aonde tudo  gira
Nada para 
Nada fica
Tudo roda e embola
E cola
Será isso magia???
Serão todos mágicos?
Eles cortam as pessoas pela  metade
Fazem aparecer coelhos
Na cartola 
Será isso magia???
Os leões ferozes
Deixam de ser réis da selva
Para ser dominados
Com a força do olhar

Do seu mestre 

Se tornam gatos da relva
Elefantes e cavalos fazem
Partem do show
Todos ficam encantados
Porque o espetáculo sempre vai continuar
No pequeno mundo

Aonde tudo  gira
Nada para 
Nada fica
Tudo roda e embola
E cola 
Vira um circo
Um Mundo Mágico!!!!



autora: Isabel van Gurp







quinta-feira, 9 de junho de 2011

Festa Do Sol

.









O raio do sol 
Brilha 
Passa pelo ar azulense
Infiltrando-se pelo  espaço
Formando desenhos no céu
Expulsando as nuvens
Com sua luz dourada
Como uma estrela
Que faz seu show
Recebe aplausos
Domina o palco
Entusiásticos as pessoas abrem seus corações
Se apaixonam
E fecham seus olhos e se expõem
Para sentir intensamente este momento único

Desnudam-se para senti-lo na pele, no corpo e na alma
Ele aquece lentamente com seus raios voluptuosos
Deixando sua marca  em cada ponto do corpo
E tão saboroso seu toque
Que tem uma sensação de gozo 
Esta alegria invadida com sua presença única
Aonde todos estão acostumados com vento frio e silêncio
Até  pássaros felizes  assobiam antigas canções
As flores como as pessoas se espalham pelos jardins, 
pelas ruas, pelos bares, pelos bosques, pelas praias
Abrem as portas das suas casas
E sentam nas calçadas
A vida vai crescendo com seus raios cálidos
As abelhas vão surgindo
Sentindo o perfume no ar
O cheiro é tão atraente que 
as borboletas, os pombos e as  andorinhas dançam 
envolvidos pela fragrância  
 pólen esvoaça na brisa
Na terra, no campo e no ar
Todos os animais anelídeos, oligoquetos
Saem dos seus buracos escuros
Para festejar esta ilustre presença
Correm para fora, felizes
Eles querem participar também desta festa
Como se fossem crianças
Mas as crianças já maravilhadas
Nem percebem a presenças destes convidados
Correm e brincam contente pelos jardins, entre as árvores floridas e verdes, 
pelas águas aquecidas 
E a vida vai crescendo em cada canto na Holanda
Com música, sorrisos e um belo dia
Há um concerto de felicidade
E o maestro abrasador
Aquece esta terra feliz
Traz nos seus raios ardente alegria e a vida

autora: Isabel van Gurp
 estrela
Que faz seu show