quarta-feira, 15 de julho de 2015

Cegas

Castelo de Dussen  (Brabante do Norte, Holanda) 



Meus pensamentos
tocam teu corpo,
cada vão
onde minha visão ousa passar,
atravessando a distância,
o querer, o estar, o ter,
o ser tua
com a força inteira do meu ser.

Completamente nua,
viajo na velocidade da luz,
me entrego
de olhos fechados,
sem disfarces.

Sinto o calor dos teus braços,
que incendeiam meus desejos
nas tuas volúpias,
em beijos ardentes.

Sinto o grito do prazer,
os arrepios na pele
com teu toque.
Minhas mãos seguram palavras
que sopro ao vento,
me entrego em devaneios,
de sentidos vendados.

Ébrios, meus sentidos giram,
rodopiam em mim,
queimam meu corpo em brasas,
me elevam aos céus,
ao além,
onde me deleito.

São noites em que durmo
entre estrelas,
eu…
e alguém.

Autora: Isabel van Gurp








Castelo Dussen em Norte Brabant



sexta-feira, 3 de julho de 2015

As minhas visitas aos Museus na Holanda

São tantos museus,
E por isso, resolvi fazer uma serie
De visitas aos Museus,
Eu vou começar pela Casa do Maurits van Nassau,
O nosso Mauricio
Que viveu no Brasil
E deixou sua presença marcada no nordeste Brasileiro.



domingo, 28 de junho de 2015

Cada Gota d'alma



As fotos foram tiradas Ruínas do Castelo e Gruta em Valkengurg (aan de Geul). Pinturas ou desenhos feitos em pedras incrivelmente fantástico.


Digo à minha alma:
nasça como um botão,
floresça quando o sol nascer,
brote na primavera,
rama pelo chão.

Digo à minha alma:
seja uma rosa
e guarde nela
a beleza da cor,
a singeleza da vida,
o perfume d’uma flor,
a leveza do ser.

Digo à minha alma:
seja o elixir dos jardins,
a plenitude da aurora,
a alquimia da vida
dentro de mim,
a magnitude do existir.

Digo à minha alma:
seja pétala,
tão livre em si,
sem escora.

Digo à minha alma:
suba aos céus,
entre os meus,
esvoaçando em poeira fina,
sendo pólen no ar,
fecundando a vida
em vento,
em prosa.

Digo à minha alma:
quero ser semente,
levada pelos bicos dos pássaros,
embrulhada entre nuvens,
em rios nascentes.

Que dancem em figuras,
partículas de água
que caem do céu,
viram larvas.
Cada gota de espírito
soa em clive,
transforma-se em vida:
meu ser amante
da própria vida.

Digo à minha alma:
eu sou livre.

Autora: Isabel van Gurp