sexta-feira, 11 de novembro de 2011

E a vida!!!



                                                        Memoria



O tempo escorrega pela minhas mãos
Não sou mais dona de mim
Sinto fugir
Fujo de mim
Meus anseios
Meu medo
Tenho medo
Não me encontro mais
Neste espiral
Me perco nas palavras
Me aprofundo na angustia
Estou presente
No dia a dia
 
Mas totalmente ausente                                 
Minhas lembranças  fogem
Cada minuto
As recordações se tornam cada dia mais
longínqua
Não consigo armar mais este jogo 
Deste puzzle que é minha vida
Cada dia que passa uma peça
Some ou é destruída
Minha memoria tardia
Perde por dia alguns meses 
muitos anos
Levadas pelas águas 
da vida  
Alguns momentos são claros
Como se fosse ontem
Por isso as luzes tem que ficar acesas
Para que eu possa iluminar
Os dias felizes da minha vida
Esse ninguém vai arranca-lo de mim
Mas cada vez  me sinto imprevisível
Nesta armadilha
Caminho na direção de um precipício 
Eu não sou mais dona de mim
Me sinto perdida
Sei que meu raciocínio foge
Para este  labirinto sem saída
O que me resta é pouco
Prefiro o silêncio e o olhar
Na palavras eu me perco
Os sons que balbucio
desdenham as mesmas frases
O meu raciocínio é lento
Ele me denuncia
E meu pior  inimigo
Destrói cruelmente
cada pedaço da minha memória
Cada dia fico sem nada
As imagens fogem

A minha compreensão
Cada vez menos inteligível
Estou cada vez mais ausente
Mais vazia
Me sinto demente







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Sou a outra


Louca
Alucinada
Sou a outra
Espero pouco
Exijo nada
Sou a outra
Me escondo
Nas armadilhas
Da vida
Sou a outra
Aceito desculpas bobas
Me contento com pouco
Finjo que entendo
Sou a outra
Sou dócil
Sou nobre
Sou a outra
A odiada
A indesejada
Sem vergonha te amar
O que não me pertence
Vivo covinhada
Em quatro paredes
Para  receber o prazer proibido
Sou amante
Sou a outra
Feliz por um instante
Dizem que eu destruo
A felicidade alheia
Me culpam
Me odeiam
Sou a outra
Mas me contento com uma promessa
A promessa do amor
Sou a outra

autora: Isabel van Gurp
 















Pensamentos

Quando as lagrimas não escorrem Em vão do pensamento O sentindo de chorar Esta no triste olhar Nobre ser Esta na roupa que ves...