domingo, 19 de fevereiro de 2012

Voltaste







Tu voltaste
Não era um sonho
Tu voltaste como eu desejei
Não era uma fantasia
Nem tão pouco  a minha  imaginação
Tu voltaste
Tu voltaste
Voltaste da mesma forma
Como eu imaginei
Com mesmo sorriso
Com o mesmo olhar
Na minha imaginação
Eu te vesti
E com essa roupa tu voltaste
Tu voltaste como eu sonhei
Nas noites mal dormidas
Nas longas madrugadas
Que eu passava acordada
Que eu mal conseguia pregar os olhos
Nas minhas noites de insonia
Que eu sofria
Buscava seus  braços
Suas pernas
Seu corpo
Na nossa cama vazia e fria
Para diminuir minha dor
Era uma dor tão profunda
Eu não supus que a dor
De amor era tão doída
Eu  agonizava de sofrimento
Eu estava morrendo sem você
Morria aos poucos
Nos copos de álcool que eu me entreguei
Bebia para te esquecer
Bebia para não sofrer
Bebia para falar de ti
Bebia para anestesiar minha dor
Bebia como uma louca
Cada noite
Sofria cada dia
Nessas noites eu saia pelas estradas escuras
A tua busca
Como uma esperança louca te encontrar 
Para te implorar  tua volta  
Que alguém me contasse sobre tu
Aonde poderia te encontrar
Ou pelo menos só te ver
Te busquei em todos os lugares
Minha pernas cambaleavam
Muitas vezes embriagada
Andava pelas ruas
Sem sentido
Eu mal tinha forças para voltar para nossa casa
E muitas vezes eu não queria voltar
Pois eu sabia que tu  não estava
Nas minhas noites de insonia
Eu sofri 
Buscava os seus braços
Suas pernas
Seu corpo
Na nossa cama
Para diminuir minha dor
Eu venenava meu sangue de álcool
O vazio que assombrava o nosso lar
Eu não poderia viver com ele
A solidão que havia na minha vida
Sem sua amizade
Sem o seu carinho
Sem teu amor
Era uma dor tão profunda
Eu não supus que a dor
De amor era tão doída
Mas, tu voltaste
Como eu desejei
Eu nunca quis te esquecer
E nem poderia
Porque eu sabia que tu irias voltar
Tu voltaste
Ainda tempo para ver os cacos de vidros
Das garrafas  que eu bebi
Dos copos vazios
Tu voltaste
Para ver ainda
as minhas lágrimas que eu nunca conseguir engolir
Minha roupas amassadas pelo quarto
Meus cabelos desalinhados
Tu voltaste
Não vou te perguntar nada
Não precisa explicar nada
Sem nenhum respeito ao meu amor-próprio
Eu te abracei
E pedi para que tu nunca me abandonasse
Porque sem tu
Eu não poderia viver
Tu voltaste


autora: Isabel van Gurp



























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