quarta-feira, 27 de março de 2013

Fotos Antigas de Arquivos e Fotos minha do Rio de Janeiro


Ministério antes da demolição













Fotos Antigas  Rio  de Janeiro e atuais 

Simplesmente eu sou apaixonada pelo Rio de Janeiro, minha cidade natal. E algum tempo estou selecionando fotos do Rio Antigo que são postas pelos internautas nos seus blog´s, nos arquivos, nos artigos enfim...

Quero dividir essas fotos com meus leitores, com meus amigos. Meu blog Entre Ratos, Coelhos, Tulipas e Poesias na Holanda tem na sua maioria fotos da minha autoria ou seja 90 porcento são fotos retiradas com minha companheira Nikon.  Fotografia tornou-se também um hobby, então eu estou fazendo uma exceção desta vez com acervo lindíssimo das fotos do Rio Antigo. Espero que vocês gostem e com o tempo vou escrever em cada foto o bairro e talvez quem sabe a história de cada foto. E naturalmente tem poesias, porque a poesia e minha alma....
  

                                    


                             Jardim Botânico - Rio de Janeiro - Fotos antigas - Fotos ano 2013



Tres homens no Jardim Botânico 2013
século XIX




URCA 2013











ARCOS DA LAPA 1924


Bonde Niteroi


AV. RIO BRANCO 

GLORIA

LARGO DA CARIOCA

PRAÇA MAUA E AVENIDA RIO BRANCO

Avenida Rio Branco, Centro, em 1905. Neste ano ainda Avenida Central. "Vista da Avenida Rio Branco em direção à Praça Mauá. À esquerda, vêem-se uma parte da fachada do jornal "O Paiz", na esquina da avenida com a Rua Sete de Setembro, além dos edifícios do Clube de Engenharia, da Associação dos Empregados do Comércio do Rio de Janeiro e do Jornal do Brasil. À direita, o 1º Cinema Odeon (que funcionou de 1909 a 1925, quando foi transferido para a Cinelândia) e, ao fundo, a cúpula do Jornal do Comércio" [Texto de Marcos César da Silva]. Foto: Augusto Malta. Retirado do Grupo Rio Antigo.

Ministério da Agricultura




  autora: Isabel van Gurp









Ministério antes da demolição
Demolição do Predio do Ministerio da Agricultura
Antigo Ministério da Agricultura- PRAÇA XV

Cinelândia - Praça Floriano 1927
Ilha Fiscal 2013
Praça XV

Praça XV







 














Ipanema e Leblon vista pelo Arpoador







                                 


                                           MORRO DA URCA - FOTOS ANTIGAS - FOTOS 2013



Morro da Urca









Urca-

 



















FOTOS ANTIGA DO ATERRO DO FLAMENGO E BOTAFOGO




PRAIA DO FLAMENGO 1934

Aterro do Flamengo e Botafogo


Aterro do Flamengo 1955
Construção 
Foto do Ricardo Marzulo - Aterro do Flamengo 2013 



Aterro do Flamengo anos 50 e 60 



































UMA AVENIDA






  









O último bonde de tração animal do Rio de Janeiro 




COPACABANA 1932




COPACABANA ANOS 30

2013








 FOTOS ANTIGAS DE CARNAVAL E CARNAVAL ATUAL -  2013














Aeroporto do Galeão - 2013 





FOTOS ANTIGAS DE FAVELAS





       


Rocinha 2013

















Avenida das  Américas



Avenida das Américas 2013
Lagoa de Marapendi - 1969

Lagoa de Marapendi - 2013

Barra da Tijuca 
Barra da Tijuca 2011
Avenida Presidente Vargas em 1950,  o Balança mas não cai, e no final  Prédio da Estação da Leopoldina 



















sexta-feira, 1 de março de 2013

No ritmo d'alma







No Ritmo d'alma



Na pontinha do pé,
desço dos arranha-céus,
mergulho no morro,
pelo esgoto e pelo céu.

Meu corpo se desprende da alma,
na calada da noite me acalma.
Sambo 
levada pelo sino dos tambores,
no feitiço dos deuses africanos.

Minhas mãos se erguem pedindo axé,
meu ser compreende,
a rua é altar,
e o chão, meu chão ardente.

Me largam de mão,
me jogam no asfalto,
num açoite total,
irreal de um sonho
que explode em mim.

Ele entende 
fui tomada pelos deuses do samba.
Em transe,
minhas pernas rolam,
meu corpo se entrega,
numa valsa profana
que me açoita em gozo.

Desfruto o culto dos tambores.
A música entra em mim,
me usa, me abusa,
e foge pela minha boca.

Estou transversal na avenida.
Eu sou o samba.
Ele me possuiu
para fazer-me sua escrava.

Sigo atrás da multidão,
cega,
ouvindo apenas o som
dos tamborins,
das cuícas,
dos corações batendo em uníssono.

Somos felizes 
levados pela fé,
carregados pelo axé,
movidos pelos tambores.

No ritmo frenético da vida,
eu sou o samba.
E ele finca no peito
de quem acredita
que ser imortal
é ter o samba na alma,
e a vida lançada
numa escola
que chamam de samba.




  autora: Isabel van Gurp























A Casa Atrás do Muro





Eu já estou morrendo de saudades
do que existe sob este céu azul,
onde as nuvens brancas ainda permitem sonhar.

Lembranças que voam, voltam, correm,
e repousam no tempo sagrado.
A alegria renasce em cada passo,
no espaço sem horas,
no nunca que nunca deixou de existir.

Caminho pelas pedras antigas,
as mesmas que formaram essas escadas,
alicerces de cada tijolo
que ergueu a minha casa.
Vejo as pedras que não envelhecem,
sinto sua força vinda da terra,
do concreto que sustenta o ar
que ainda respiro dentro de mim.

A vibração que tantas vezes me fez levantar
ainda vive nelas
nas vigas, nas pedras,
no coração que ergueu esse lar.

Rodeada de árvores,
no verde de onde sempre tirei meu ar,
o oxigênio que me ensinou a viver
ainda é de lá.
Dos galhos onde eu colhia meu pão,
comendo o doce da fruta
no café da manhã,
misturado ao azedo do limão.

Ainda sinto a energia
da felicidade de uma criança
que corria entre as árvores,
subia no teto da casa
para brincar de ser adulta
com os sapatos velhos da mãe,
fazendo comida de mentirinha com mato,
chamando as comadres
para um chá que era só água.

E assim os dias passavam,
nas casinhas inventadas,
nas travessuras tão puras,
com lenço na cabeça
para fingir cabelos longos,
até que uma delas virava
a mulher do padre.

Eu já estou morrendo de saudades
do que vive sob este céu azul,
onde as nuvens brancas me devolvem o sonho.

Das pedras que ergueram esta casa.
Do verde de onde eu tirava meu ar.
Do sol que marcou meu corpo,
mas que pude trazer comigo
para aquecer a minha alma
nos dias em que a saudade
fala mais alto que a razão.

Essa casa atrás do muro,
essa casa que mora na memória,
vai ser sempre
em mim
o meu lar.







  autora: Isabel van Gurp


domingo, 10 de fevereiro de 2013

A última






Não quero ser a primeira
quero ser a última.

A última a tocar tua pele,
a última a guardar teu nome no peito,
a última a incendiar teus desejos
e a apagar tuas sombras.

Não me importa quem veio antes
nenhuma delas existe
onde o meu amor respira.

Quero o que ainda não viveste:
o futuro silencioso,
a história inédita,
o abraço que dura mais que o tempo.

Que tua vida encontre repouso na minha,
que teu coração se acostume ao meu ritmo,
e que tudo que fomos um dia
se transforme em nós.

Quero ser a última
para ser, enfim,
a primeira a te fazer eterno.


Quero Ser a Última

Não quero ser a primeira,
nem a segunda,
nem a sombra de quem passou.

Quero ser a última
a que fica na tua pele
quando o desejo amanhece,
a que teu corpo procura no escuro
antes mesmo de acordar.

Quero ser o fim inevitável
de todos os teus outros começos,
o ponto final que vira travessia,
a fome que só existe
quando é minha.

Que meus lábios sejam
a lembrança que não se apaga,
que tua pele saiba de cor
o caminho até mim.

Quero ser a última
para que teu corpo inteiro
aprenda meu nome
em silêncio,
em gemido,
em eternidade.


Quero Ser a Última

Não desejo ser a primeira
quero ser a que fica.

A última mão que tu procuras,
o último abraço que te abriga,
a última voz que te acalma
quando o mundo falha.

Quero ser teu descanso,
teu porto, teu riso fácil,
o lugar onde o tempo se deita
para respirar.

Tudo o que veio antes
se dissolve no vento
porque contigo,
eu descubro o que não sabiam dar:
o amor que permanece.

Quero ser a última,
aquela que o destino escolhe
para ser casa,
para ser rumo,
para ser história.

E, sendo a última,
me torno sempre
a primeira
a te amar.


Não quero ser a primeira.
Primeiros passam,
primeiros doem,
primeiros morrem.

Eu quero ser a última
aquela que o tempo não apaga,
que nem o silêncio desfaz,
que fica gravada em ti
como uma cicatriz de fogo.

Quero ser a última voz
que teu coração reconhece
antes de qualquer queda.

A última pele que te salva,
a última verdade antes do abismo,
a última luz quando tudo escurece.

Não quero dividir tua memória,
não quero ecoar entre as sombras.

Quero ser a última
porque só os últimos
permanecem
no que resta do amor
quando o resto do mundo
já foi embora.

Autora: Isabel van Gurp





Autora: Isabel van Gurp

domingo, 6 de janeiro de 2013

Te esperei

Te esperei






Te esperei por tantos caminhos,
por tantas vidas,
por tantos dias que o tempo nem sabe contar.
Te esperei como quem guarda no peito
um sol que ainda não nasceu,
mas brilha, insistente,
na luz de um desejo antigo.

Te esperei
porque teu nome já vivia em mim
antes de eu saber pronunciá-lo.
Tua sombra caminhava ao lado da minha,
teu passo ecoava no meu silêncio,
teu sorriso era promessa
na curva do meu sonho.

Te esperei apaixonada:
com o coração aos pulos,
com a alma acesa,
com os olhos cheios de respostas
antes das perguntas.
Te esperei sabendo que,
no instante em que te encontrasse,
meu mundo todo faria sentido 
como uma história que finalmente
reencontra a página certa.

E quando te vi,
me reconheci no teu olhar
como quem volta para casa
depois de séculos de ausência.

Mas também,
te esperei com o corpo,  maduro, febril, inteiro.
Te esperei com a pele acesa
e a respiração curta,
com a certeza de que tu saberias
ler meus desejos
antes mesmo de eu sussurrá-los.

Te esperei nua de medos,
desvestida de cautelas,
pronta para ser tua
na língua quente dos beijos,
na geografia secreta das mãos,
no altar profundo do toque
que só dois corpos que se pertencem conhecem.

Te esperei sabendo que teu abraço
seria abrigo, sentença e libertação.
Que tua boca chamaria a minha
para um destino inevitável.
Que teu desejo completaria o meu
como fogo encontra ar.

Mas entre todos os modos de te esperar,
o mais profundo, o mais doce,
o mais meu 
foi te esperar com ternura.

Te esperei suave, calma,
com sonhos simples e grandes:
uma xícara de café dividida,
um sorriso entregue pela manhã,
dois passos que caminham juntos
em qualquer direção.

Te esperei no gesto cotidiano,
na calma,
na doçura,
no toque que não arde 
acolhe.

Te esperei com amor limpo,
amor que não exige,
amor que floresce,
amor que reconhece.

Te esperei em todas as formas possíveis.
Apaixonada,
para te amar com a alma.
Erótica,
para te amar com o corpo.
Romântica,
para te amar com a vida.

E quando finalmente chegaste,
não houve dúvida,
nem medo,
nem retorno.

Só a certeza antiga e profunda:
eu te esperei porque tu eras o meu destino.

E agora que te tenho,
a espera virou casa,
abraço,
pele,
paz,
fogo,
poesia.

Agora que te tenho,
não esperei em vão.

Agora que te tenho,
sou inteira 
em ti.


  autora: Isabel van Gurp