segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Asas da brisa

Detalhe da casa mais estreita da Holanda 




Asas da Brisa



Paisagem de Gent através do presidio, o Castelo  medieval de Gravensteen
a parte de trás do Castelo menos conservada

Gent em Bélgica 

Acredito que os movimentos transformam-se em ventanias
E os lugares transfiguram se em sombras
Em noite cinzas e frias
Quando o vento leva o amor
E a lava leva a chama
E o medo enfraquece as conquistas
Resolvi voar
Por isso me encostei na brisa
Deixei ela me levar
Para fugir da tempestade
Encontrar a luz em  algum lugar
Que que poderia  iluminar a minha alma
Minha visita ao castelo medieval de Gravensteen
Fugir do tempo
Das janelas fechadas
Dos furacões
Que arrancam as  raízes dos solos
Que movem as  pessoas
Destroem os tetos das casas
Inundam as  ruas e cidades com sopros
Eu voava com a brisa
Fugia disfarçadamente das pressões
E assim encontrei os caminhos da pedras
Algumas vezes pegava uma para sentir sua energia
Encontrar resposta para minha fuga
O presidio de Gent tombado pela Unesco
O presidio visto em detalhes a torre
Esperei as pedras se tornarem montanha
Para me ocultar no  seu cume
Os morros   não nascem
Formam
As pedras  não se procriam
São formadas
Ela é um fragmento do tempo
Que natureza aos poucos vai criando com  terra e água e o fogo
Para correr dos respingos da chuva
Que assoprava cada vez mais forte suas brasas
Me levava cada vez mais para longe
Longe de casa
Longe do furacão
Longe de mim
Mais distante
Distante do vulcão
Que assopravam
Pelas erupções evulsivas
Na metamorfose as  rochas eram formadas
Me perguntei se não tinha sido uma covarde
Fugir sem olhar para trás
Com medo da destruição
Diferente das rochas
Que são formadas pelo fogo, água e terra
Se tornam duras e fortes
Massivas e solidas
Que são desenhadas pela natureza
Deixei uma brisa me levar para longe
Estava segura no cume da montanha
Longe da destruição
Mas fraca sem  raízes
Sem os pês no chão
Sentir que tinha que voltar para casa
Não podia fugir de mim mesma
Resolvi voltar sem asas
Encontrei  ventanias
Contra o vento contrario
Me empurrava para trás
Mesmo assim resolvi voltar
Eu aprendi com as rochas para se tornar uma montanha
Tem que sobreviver o tempo, o vento e o fogo
Lutar contra arrependimento
Mas não posso fugir de mim mesma
Buscar essa luz
Que esta dentro de mim
Voltei para casa
forte como uma montanha





  autora: Isabel van Gurp



























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Filha minha Que brinca de imagem Da cor do reflexo do meu ventre Que ilumina minha alma Enriquece meu espirito Aprendo todos os dia...